Promotor de Justiça apresentou palestra sobre crimes cibernéticos no Unihorizontes

|Promotor de Justiça apresentou palestra sobre crimes cibernéticos no Unihorizontes

Promotor de Justiça apresentou palestra sobre crimes cibernéticos no Unihorizontes

No dia 18 de maio de 2022, o Centro Universitário Unihorizontes, em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais – MPMG promoveram a palestra ‘’Combate aos crimes cibernéticos e navegação segura’’, ministrada pelo promotor de Justiça Mauro Ellovitch, responsável pela Coordenadoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público de Minas Gerais (Coeciber/MPMG). O evento foi organizado pela coordenadora do curso de Direito do Unihorizontes, Profa. Ms. Gabriela Dourado, e pela coordenadora do NAJ, Profa. Ms Camila Hatajima. A mediação ficou a cargo do analista de comunicação Emerson Rodrigues.  

O encontro faz parte do Por Dentro do Ministério Público, projeto do MPMG criado há mais de 10 anos, que tem o objetivo de realizar ações de caráter educativo, contínuo e duradouro, para despertar e motivar as pessoas ao exercício da cidadania. “A intenção é mostrar um pouco da parte prática do MP e apresentar o que os promotores e procuradores de Justiça fazem em prol da sociedade”, explicou a servidora da área de Relações Públicas do MPMG Ana Catão, responsável pelo projeto. 

Mauro Ellovitch abordou aspectos gerais dos crimes cibernéticos, e ressaltou que o uso da internet é uma tendência mundial, que só tende a aumentar, principalmente devido a mudanças no estilo de vida que foram impulsionadas com a pandemia. O promotor informou que, atualmente, cerca de 4,66 bilhões de pessoas usam a internet no mundo, o que corresponde a mais da metade da população mundial, que é de 7,83 bilhões de pessoas. “É um caminho sem volta”, ressaltou Ellovitch.

O promotor de Justiça destacou que o crime cibernético é o tipo de crime mais cometido no mundo, e que o Brasil é o 3º país com maior número de cibercrimes, perdendo apenas para China e Estados Unidos. Entre os tipos de delitos mais comuns estão os estelionatos digitais. De acordo com ele, a criminalidade do Brasil é muito mais atualizada do que qualquer startup. “Os infratores encontram novos meios para praticar velhos crimes. Porém, da mesma forma, o ordenamento jurídico se renova e também são adotados novos meios de investigar”, comentou.  

Segundo Mauro Ellovitch, apesar dos cibercrimes serem muito numerosos, uma grande parte das vítimas não procura as autoridades para registrar os fatos. Ele mencionou que, nos Estados Unidos, ocorre apenas uma notificação para cada 10 crimes cometidos e que, embora não haja estatísticas, estima-se que a subnotificação no Brasil seja ainda maior.  

Em seguida, o promotor discorreu sobre os tipos de crimes, mostrando a tipificação de cada um deles no ordenamento jurídico, desde os que são puramente digitais até aqueles que são crimes comuns, mas cometidos nos meios digitais, como falsa identidade em redes sociais, extorsões, estupro de vulnerável mesmo sem contato físico com a vítima, pornografia infantil e assédios a crianças. Ele também citou os novos delitos, como a perseguição digital. 

Ellovitch também destacou as mais recentes atualizações do ordenamento jurídico brasileiro e a atuação do MPMG no combate aos criminosos digitais, como a Operação Camaleão, que prendeu integrantes de uma organização criminosa que aplicava golpes no WhatsApp. Ele ainda citou as iniciativas da instituição para alertar a sociedade, entre elas a divulgação, no início de 2022, sobre o aumento de invasões de perfis do Instagram.  

 

Fonte: Ministério Público de Minas Gerais – MPMG

2022-05-26T17:54:28-03:0026.05.2022|Sem categoria|
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