Saiba tudo o que aconteceu na Semana do Serviço Social!

|Saiba tudo o que aconteceu na Semana do Serviço Social!

Saiba tudo o que aconteceu na Semana do Serviço Social!

Dia 15 de maio de 2022 foi o dia do Assistente Social, e para celebrar essa data que é símbolo de uma luta árdua e diária, travada sobre os princípios da solidariedade e do senso de justiça dos nossos profissionais do Serviço Social, o Centro Universitário Unihorizontes promoveu a Semana do Serviço Social. Organizados pela Profa. Ms Sther Mendes Cunha, coordenadora do curso, os eventos, que ocorreram de modo totalmente online, trouxeram discussões importantes acerca da profissão, e contam com mais de 300 visualizações até o momento. 

Na segunda-feira, dia 16 de maio, Débora Costa, que é Assistente Social e Especialista em Criminalidade e Segurança Pública pelo Crisp/UFMG; mestre em Sociologia; e que trabalha há sete anos no sistema socioeducativo, trouxe o tema ‘’O feminino por trás das grades: Serviço Social em Instituições Socioeducativas’’. 

A palestrante deu início a sua apresentação com a pergunta emblemática ‘’por quê prender?’’ e discorreu sobre crime e medidas de privação de liberdade no universo feminino. Ao longo dessa discussão, outras perguntas foram trazidas, como ‘’as mulheres cometem menos crimes?’’, sendo ressaltado a marginalização social sofrida pela mulher que comete um ato infracional, uma vez que o crime a violência são considerados atos masculinos. Foram debatidas também as diferenças de gênero no socioeducativo, sendo exposta a necessidade de se ter uma criminologia feminista, uma vez que o sistema prisional é construído para o masculino. Débora ainda trouxe a discussão sobre a sexualidade intramuros para população carcerária heterossexual e LGBTQIA+; e sobre a maternidade e questões acerca de ser mãe na adolescência, aborto e abandono. Para assistir na íntegra clique aqui.

Já na terça-feira, dia 17 de maio, Olga Inah Inare Aquino Ribeiro e Neila Batista apresentaram palestra com o tema: ‘’Nós, mulheres, Assistentes Sociais de luta!’’. Olga é Assistente Social da Prefeitura de Belo Horizonte; Conselheira Municipal de Assistência Social de Belo Horizonte – representante do segmento dos trabalhadores(as); Membro da Coordenação do Fórum Municipal de Trabalhadoras (es) da Subsecretaria de Assistência Social – SUAS-BH; e Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UERJ. Já Neila Batista trabalhou no Fundo Cristão para Crianças e no Projeto Providência (Taquaril); foi vereadora em Belo Horizonte por dois mandatos (2001/2004 e 2005/2008); e atualmente está lotada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais como Assessora Parlamentar, no gabinete da Deputada Beatriz Cerqueira do PT, partido que ajudou a fundar, em 1980.

Neila e Olga ressaltaram o papel do assistente social, principalmente diante do cenário de redução de políticas públicas vivido pelo Brasil atualmente. De acordo com Neila: ‘’O papel do assistente social torna-se mais relevante nessa crise que estamos vivendo, uma vez que ela ampliou de maneira assustadora a vulnerabilidade das populações dos mais diversos setores do nosso país. Se no crescimento econômico, que houve ampliação de direitos, o papel do assistente social já era indispensável, imagina agora. Trata-se de ‘’ser de luta’’. A luta com atuação profissional é arrancar conquistas institucionais permanentes, promover políticas públicas ordinárias, e com orçamentos condizentes com essa demanda. É a luta para mobilizar os nossos públicos-alvos, para que sejam empoderados e sujeitos da própria história. Luta para romper barreiras da cultura machista e patriarcal nos espaços de poder. O assistente social cumpre seu papel na garantia e construção das políticas públicas, na garantia de direitos. Não podemos nos reconhecer sem sermos trabalhadoras de luta’’.  

Segundo Olga: ‘’Podemos ser um dos sujeitos que atuam na construção de um novo projeto societário. Esse projeto societário é um projeto revolucionário, que compreende a importância da democracia. E precisamos defender essa democracia. Precisamos entender a importância da atuação social não se restringir aos espaços sócio-ocupacionais, ou seja, o assistente social deve ir aos Conselhos de categoria, e aos Conselhos de políticas sociais, e entendê-los como um lócus de intervenção. Reformas trabalhistas, previdenciárias, a PEC sobre o teto dos gastos públicos, a proposta de reforma administrativa, entre outras fazem parte do projeto ultraconservador que foi instaurado no país, que por sua vez se articula com o projeto neoliberal de desmonte do Estado. Adentrar em outros espaços, como os Conselhos, é importante para construir estratégias de resistência perante esse cenário’’Para assistir a palestra na íntegra, clique aqui.

Por fim, na quarta-feira, dia 18 de maio, ocorreu o último dia de evento, com o tema ‘’Serviço Social na Política de previdência Social: compromisso com uma política pública efetiva e de qualidade’’, e ficou a cargo de Jacqueline Françoa, que é membro da Comissão de Seguridade Social do Conselho Regional de Serviço Social – CRESS-MG. Jacqueline é assistente Social; pós-graduada em Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes; em Serviço Social – Direitos e Competências Profissionais; e em História da África e do Povo Negro no Brasil. Além disso, é membro da Sociedade São Vicente de Paulo – SSVP e do Coletivo Abayomi GV. 

Em sua apresentação, Jacqueline ressalta a importância do Serviço Social na sociedade e os desafios enfrentados na profissão atualmente, em vista das restrições ocasionadas por várias decisões governamentais. De acordo com a palestrante, durante muito tempo os assistentes sociais foram responsáveis por realizar as avaliações da pessoa com deficiência requerente de BPC – Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência; pelo programa de Educação Previdenciária, em que levavam informações referentes aos direitos e deveres concernentes ao benefício previdenciário à comunidade; ficavam a frente da seção de saúde e qualidade de vida do trabalhador do INSS; estavam no programa de reabilitação profissional, que atende o trabalhador na perspectiva de seu retorno ao mercado de trabalho; estavam no Conselho de Previdência Social; realizavam a emissão de parecer social para fundamentar tanto o serviço de benefícios da previdência quanto decisões da perícia médica, quanto às juntas de recursos, entre outras funções. No entanto, há alguns anos, os assistentes sociais vivenciam uma mudança na dinâmica da previdência, e vêm sendo cada vez mais desempoderados de sua função. Em sua apresentação, Jacqueline detalha esse processo e explica suas consequências para os assistentes sociais e para os cidadãos. Para assistir na íntegra, clique aqui.

Esses três eventos fecharam com chave de ouro a Semana do Serviço Social do Centro Universitário Unihorizontes, e com eles ficaram muitos aprendizados e reflexões sobre esse profissional tão importante que é o assistente social. Segundo o Prof. Ms. Leonardo Koury, professor do curso, ‘’Parar no mês de maio e falar sobre o Serviço Social é necessário, principalmente nesses tempos de adversidades. Toda a atual conjuntura implica em uma maior responsabilidade de Assistentes Sociais, em especial no campo da formação profissional. O Centro Universitário Unihorizontes tem cumprido esse papel com excelência há 12 anos, trazendo temas atuais e fortalecendo o projeto profissional e as normativas éticas da profissão’’.

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2022-05-26T15:47:28-03:0025.05.2022|Sem categoria|
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